31 de março de 2011

A Terra não é redonda


Pois bem, a terra não é redonda. Não, não é. Ela é geóide, o que na prática equivale ao formato de um grão-de-bico, um miolo de pão amassado, uma acerola.

Na boa, todo mundo já sabia que ela não era perfeitamente esférica. Sabíamos que ela era achatadinha nos cantos, tinha lá um culote no equador. Mas não, não! Vivemos sob uma mentira de Photoshop. Ela é completa e definitivamente irregular, sentença de uma enxerida sonda européia, que durante 20 meses mapeou as variações da força gravitacional em todo o (ops!) globo. A somatória desses dados criou uma simulação em 3D, que nos revela calombos e reentrâncias enormes, nos acusa um sul da Índia enfiadinho num buraco onde a gravidade seria milionesimamente menor (porque mais próxima do centro da Terra? Estaria explicada a levitação dos iogues?), nos assusta com uma Rússia situada sobre um calombo convexo, a aproximar a Sibéria do Sol (seria por isso tantas histórias de presos russos que ficaram cegos em razão do reflexo da luz na neve?). Não consigo deixar de elucubrar sandices.

É notícia que mexe com meu mundo. Mexe tão profunda e literalmente, que não penso ou falo noutra coisa há horas, espécie de transtorno-obssessivo-compulsivo pela simetria perdida. Tanto que me pus a escrever esse texto, numa necessária terapia de exorcismo. Cogitei igualmente bater os globos terrestres que tenho em casa contra o chão – um deles feito de pedras semi-preciosas, bacana demais – e assim extirpar a mentira do mundo. Lesadinho, meu globo se aproximaria da grande Verdade. Doída verdade. Doida verdade.

A Terra não é redonda, não é oval, não é elíptica ou coisa que o valha. A Terra é sequelada, seja de tanto girar, seja das cicatrizes de meteoros-arrasa-dinossauro. Já sofreu dilúvio, tsunami, terremoto, maremoto e ainda por cima é terrivelmente bipolar. Como exigir dela um apuro estético? Sinto-me como um garoto que descobriu um pecadilho da própria mãe. Como Mamãe pôde me esconder isso? Mamãe não é perfeita, coitada. É rugosa, calombada, e agora, mais do que nunca, desgraçadamente adequada para os filhos que abriga: uma raça humana tão irregular, imperfeita e inconstante quanto o solo em que pisa.

18 de janeiro de 2011

Passa no crédito

Quantos dias custam um desejo? O mundo seria um lugar melhor se houvessem anúncios do gênero: $2 dias para conquistar a mulher amada; $60 dias para conseguir a sonhada promoção; $100 dias para se casar com o bom-partido; $600 dias para conseguir a herança da tia-avó. Aí, você pagaria o preço e pronto. Nada de angústia, nada de insônia, apenas um envelhecimento instantâneo e nada mais.
No meu caso, teríamos a seguinte situação:
a plaquinha indicando, olha só, oferta do dia, o preço pra escrever um romance é de $120 dias. Ok, eu pagaria à vista, parcelado no cartão, cheque, seja como for. Aceita ticket? Pagaria até mais do que quatro meses da minha vida, incluindo até uns $60 dias no adicional de revisão, pra garantir que o texto saísse da melhor forma possível, pra garantir o tão-sonhado sucesso literário. Aliás, quem já usou desses serviços, diz que é melhor não fazer economia do tempo gasto, senão sobra enfrentar o SAC da empresa.

__ Suellen Aparecida, bom dia, em que posso estar ajudando?
__ Gastei quase cento e vinte dias e o romance veio com defeito.
__ Defeito de estilo, de criatividade ou de tema, senhor?
__ Defeito de estilo, eu acho.
__ O senhor pode estar aguardando na linha? Vou transferir para o setor das Musas.

Tocaria uma musiquinha.

__ Calíope Gina, bom dia, em que posso estar ajudando?
__ Querida, meu romance, gastei $120 dias e ele veio com defeito de estilo.
__ Senhor, desculpe, sou a musa da eloqüência, não atendemos romances, apenas Discursos, Dissertações, Teses e Trabalhos de Conclusão de Curso. O romance do senhor é comédia, drama ou suspense?
__ Um pouco de cada.
__ Senhor, pra melhor atendê-lo, é importante que o senhor tenha em mãos o estilo, o número de toques, o público-alvo e a intenção dramática, confere?
__ Tenho tudo isso aqui. Inclusive a nota fiscal.
__ Vou transferi-lo para o Setor 4, da musa Polímina, confere?
__ Eu aguardo.

Tocaria nova musiquinha.

__ Obrigada por estar aguardando, a sua ligação é muito importante para nós. Polímina Augusta, em que posso estar ajudando?
__ O meu romance, veio com defeito.
__ O senhor poderia estar conferindo alguns dados pra sua segurança?
__ Sim.
__ Estilo?
__ Acho que era pra ser contemporâneo.
__ Número de toques?
__ Hãã, 1.487.320...
__ O público-alvo?
__ Veja, estou entrando em contato com vocês justamente por conta disso. Achei o texto um pouco infantil. Eu jamais escreveria isso dessa forma, desse jeito!
__ Senhor, veja bem, a nossa empresa trabalha com o instrumental do senhor. Apenas aceleramos o processo criativo e materializamos o projeto, confere?
__ Eu não escrevo desse jeito!
__ Escreve sim, consta aqui no nosso processo que o senhor tem exatamente esse estilo. O que deve estar acontecendo, senhor, é um processo severo de auto-crítica. O senhor leu o folheto de instruções?
__ Não.
__ Pois então, lá consta que como o senhor não se viu realizando o próprio projeto, pode ter problemas mais severos de auto-crítica. Mas por mais $300 dias ou $1 ano no parcelado, podemos resolver esse problema com uso do nosso Véu do Distanciamento.
__ Mas isso é um absurdo! Mais um ano da minha vida pra esquecer um fracasso?
__ É que o senhor optou pelo kombo-romance básico. No valor de $120 dias, nossa empresa não garante sucesso de crítica ou de público.
__ Mas nem a minha mãe gostou!
__ Nenhum dos nossos produtos cobre esse quesito, senhor.
__ Sei, sei, e o que a empresa sugere pra resolver a minha vida?
__ O senhor pode estar adquirindo o kombo-romance plus, desta vez com sucesso de crítica.
__ E quanto fica isso?
__ A partir de $3,5 anos, à vista no débito, ou $1095 dias no parcelado no VISA ou Mastercard. Vem com cláusula de sucesso nacional. E se o senhor adicionar mais $100 dias, adquirindo o sucesso sul-americano, podemos expandir a área de cobertura para sucesso nas Guianas e na África Setentrional.
__ Vou ser lido na África?
__ Sim, se o senhor adquirir esse adicional do pacote.
__ Está bem. Eu aceito. E quanto fica pra ser sucesso na Europa e Estados Unidos?
__ Mais $200 dias por país da União Européia. Infelizmente, pela diversidade de línguas, o processo demora mais. Já pros Estados Unidos, basta $500 dias no global. E se o senhor adquirir tudo, também ganha direito de ser adaptado em Hollywood, por apenas $215 dias de vida.
__ Ok, está bem então. Quero o serviço completo desta vez.
__ Deseja manter o estilo contemporâneo misto?
__ Sim.
__ Já anotei o pedido. Nosso sistema está verificando a disponibilidade.
__ Antes, querida, me diga uma coisa.
__ Sim?
__ Com quantos anos eu vou ficar?
__ Senhor, ao adquirir esse pacote pra realização do seu projeto literário e de comunicação, que inclui uma vasta área de influência econômico-social, o senhor vai ficar com... Um minuto que nosso sistema está calculando.
__ Eu estou, hoje, com 33 anos.
__ Bem, pelos nossos cálculos, o senhor vai gastar ao todo $12 anos, $8 meses e $29 dias. No final do processo, o senhor vai estar com aproximadamente 46 anos. Confere?
__ Passa no crédito.

11 de novembro de 2010

Ato de coragem do dia

Às vezes esqueço o que já escrevi. Ao reler, me espanto. Acho muito ruim ou muito bom, não existe meio-termo. Procuro não me envergonhar desse ou daquele texto, dessa ou daquela idéia, e pensar que pronto, já foi, paciência, saiu do meu controle... Escrever é se expor, revelar. Se eu deixar algo arranjar minha coragem, já era, não existirão retornos, críticas ou elogios que me levem adiante.

Então listei boa parte do que já publiquei neste blog, ao longo dos últimos 5 anos. Eis o meu ato de coragem do dia... rs, rs.


Contos

- Sangue nas veias
Um pai caminhoneiro que só deseja uma coisa na vida: ser motivo de orgulho para o filho.
- Versos Livres
Laura e Oswaldo fariam quarenta anos de casamento. Fariam, não fosse o Destino.
- Show me, tiger!
Ele, sua Harley e a meia-idade.
- Tudo, no amor, tem remédio
Para que Horácio vai exigir a perfeição em uma mulher?
- Luxúria, depoimento-verdade
Extraído do diário de uma secretária bilíngue...
- Primeira vez, depoimento-verdade
Extraído do diário de uma jovem em busca de suas raízes...
- Resignação, depoimento-verdade
Extraído do diário de uma mulher madura...
- O amor é uma carta
Uma carta de despedida e um sentimento sem solução.
- O enforcado
Madame Nazara-Lótus promete, Madame Nazara-Lótus faz.

Crônicas

- Um casamento cheio de significados
- Sabor premium
- Benditos sejam os odontologistas
- Foi ela, a natureza

Insights em prosa poética (seja lá o que isso signifique)

- O encontro
- Imantado
- Também seria fênix

Poesia
- Estacionar

28 de outubro de 2010

De quem é essa voz?

A última troca da noite é minha. Pego meu filho do berço, ou do colo da minha mulher, e o coloco no trocador. Ele sorri, chupa o dedo e fica me olhando. Sua reação ao ouvir minha voz é curiosa. Ele já sabe que eu “não sou a mamãe”, e isso já é um grande passo na nossa relação.

No primeiro e no segundo mês, eu apostava o mundo como meu timbre de voz era capaz de acalmá-lo.

__ É só eu dizer “oi” que ele pára de chorar!

Dizia essa patifaria para quem que estivesse por perto. Aliás, fazia melhor que isso: dava demonstrações do meu poder de encantador de bebês. Era só meu filho começar a chorar, seja de cólica, seja de sono, que eu entoava um “oooooiiii” em dó-maior.

__ ÔÔÔÔÔiiiiiiiiiii.....ôôôôôôôôôôôôôôô....

Ficava assim durante alguns minutos, segurando o nenê no colo e os lábios perto do ouvidinho dele.

__ Ôôôôôôôôôôôô...

Hoje meu filho está com três meses de idade, praticamente um adulto, e já não tenho tanta certeza dos poderes curativos do meu mantra de barítono. Talvez , nos primeiros dois meses, ele fosse pequeno demais pra reclamar. Ficava simplesmente assustado com meu ronco de motor velho e se aquietava. Resignado, o sono vinha de brinde e o truque funcionava.

Comecei a questionar esse truque diante das novas reações do meu filho quando escuta minha voz. São de um espanto admirado! Por mais que eu module, controle, adoce... minha voz não é a da mamãe. Quando gargalho então, o olhar se arregala: é como se um trovão tivesse rebentado em plena sala.

Pois sim... minha voz não é a da mamãe. Óbvia e triste (para mim) constatação. A voz da mamãe é aquela que se mistura com seus tímpanos, sua pele, seu cheiro. A voz da mamãe vem de dentro, se confunde com seus pensamentos. A minha voz vem de fora, ronca como um maquinário em movimento. É barulho espesso, grave, forte e amoroso.

A minha voz não é a da mamãe. Não, não é.

A minha voz é a primeira voz do Mundo.

25 de julho de 2010

Prometo cuidar bem de você

Ele nasceu. Pai e mãe bochechudos, o fruto tinha de ser graúdo. Quase quatro quilos, veio de bundinha pra cima, olhos abertos em poucos segundos. Passei instantes de aflição na sala do parto. Ele estava atravessado – pélvico, como se diz – e a equipe médica passou bons minutos suando manobras para virá-lo.

Mesmo na cesárea, é interessante colocar o nenê de cabeça pra baixo, mas meu filho não obedecia. Quando vi o anestesista fazendo contraforça, empurrando a barriga da minha mulher com os braços em cima de seu rosto, achei que algo estava errado. Fez-se o desespero. Me perguntava, será isso tudo normal?

__ Vamos puxar assim mesmo – disse o Dr. Diniz.

Logo apareceu a bundinha, branca de um azul amarelado, cinza, pálida. Depois veio uma perninha, manobrada com cuidado. Depois a outra, e aí os ombros... Por fim, apareceu o pescoço, enrolado por um cordão amarelo-avinhado. Mas e a cabeça? Ela permanecia dentro da barriga da minha mulher, presa num corte de menos de dez centímetros. Ninguém vai tirá-la de lá? Meu coração bateu em extra-sístole.

Eram 21h18 quando o Henrique saiu, inteiro para o mundo, nada de choro. Nenês não choram? O corpo meio molinho, flácido e pálido. Meu Deus, nenês não choram? O médico amparou meu filho num só braço, o corpinho arroxeado. Meu Deus, nenês não choram? Não. Não? Não. Não até que o cordão umbilical seja “clampeado” - apertado com algo parecido a um prendedor de roupa. Nhééééé. Então o choro se fez imediato, gargarejado, buzina dum Ford-bigode 1922.

Aos poucos, o que era flacidez tornou-se corpo. Ele aprumou, ganhou volume, agigantou. Dentro da barriga, eles são cianóticos, mas duas ou três golfadas de ar, já estava um nenê diferente, realmente vivo, vivo! Vivo e se espreguiçando... Bendito oxigênio. Respirei junto com ele e beijei minha mulher.

__ Amor, ele é a minha cara!

Quanta generosidade nestas palavras... mas não me contive. Corri para perto do bercinho térmico, forrado de azul Royal, onde sondas, cânulas na gargantinha, faziam limpeza completa. O pezinho sendo carimbado na ficha de “nascido vivo” e eu ao lado, troncho, acarinhando seu rostinho ainda encerado.

__ Ôôôôiii, é o papai...

Ele entendeu, sei disso, ouvi seu choro mudar de tom. Foram vinte segundos que se eternizaram. As emoções deformam o tempo, já dizia o sábio, e aquele era o encontro de uma vida. Eu e meu filho. Ele deitadinho, chorando e respirando e chorando e se espreguiçando e respirando e chorando. Seus pés e mãos corando de vida. Meus dedos naquelas mãozinhas, que pediam para serem apertadas...

Meu filho... Prometo cuidar bem de você.

23 de julho de 2010

Hoje

Hoje nasce meu filho. Cesárea marcada, já que ele foi preguiçoso e esqueceu de virar. O "ragazzo di famiglia" vai ser pai de família, e não sei ao certo o quanto da minha vida vai mudar. É claro que vai, sei disso. Filho é pra sempre, e o que mais escuto são conselhos e ponderações de amigos e parentes: "tudo muda", "você deixa de se preocupar tanto consigo mesmo", "a vida ganha novo sentido" etc. etc. etc. Há toda uma filosofia em ser pai, e é incrível como todo mundo quer dar sua contribuição na catequese... Mas ainda sou índio. Essa teoria não tem, ainda, nenhum sentido emocional pra mim, apenas teórico. É como tentar enxergar 3D com apenas um olho. Sem dois pontos de vista, não dá pra imaginar a profundidade. Tenho, ainda, apenas o ponto de vista do filho, do ragazzo, do caçula de quatro irmãos, o mais novo dos netos, dos primos... E daqui a pouco mais de três horas, algo vai acontecer. Como, de que forma, ainda não sei. Deixarei pra trás bagagens que não preciso mais carregar. Morro um pouco, para que meu filho nasça. E com sua vida, me ensine a renascer.

22 de dezembro de 2009

Sem monitor

Esses dias, meu sobrinho viu uma máquina de escrever. Ele tem 6 anos.

Saiu correndo para perguntar pra mãe:

__ Onde fica o monitor?

Elas ainda me fascinam. Lembro de, pequeno, bater nas teclas fingindo que sabia datilografar. Já era o início da minha paixão pela escrita.

7 de outubro de 2009

Update em La Fontaine

(autoria desconhecida)

Chega o inverno e as formigas estão todas agasalhadinhas no formigueiro, desfrutando do que acumularam com o árduo trabalho. Tudo de forma racionada, é claro, porque as provisões têm de durar até a primavera. Mas estão felizes, essa é a recompensa pelo esforço empregado.

De repente, ouvem uma batida na porta. Imaginam que é a cigarra folgada que passou o verão inteiro cantando e dançando. Elas não querem atender, porque têm certeza que ela vai pedir abrigo e vai querer comer da comida que não trabalhou para obter.

Uma das formigas decide atender só pra dar um passa-fora na cigarra cara-de-pau. Ao abrir a porta, se depara com a cigarra envolta em um luxuoso casaco de peles, ao lado de um carro importado.

_ Oi, amiga. Vim aqui me despedir, porque estou indo viajar.

A formiga não acredita no que vê e pergunta o que aconteceu.

_ Eu estava cantando e apareceu o dono de uma gravadora internacional, gostou da minha música e me contratou. Essas coisas aqui são um adiantamento pelo CD que vou gravar. Estou indo pra Paris passar uma temporada para preparar o álbum.

A formiga, revoltada, então diz:

_ Ah, você vai pra Paris? Se encontrar por lá um tal de La Fontaine, fala que eu mandei ele pra pqp!...

15 de setembro de 2009

100 Maneiras - Último episódio - Separações - Parte 1/3

Último episódio da sitcom "100 maneiras" (TV Ideal - Canais Abril), que tive o prazer de escrever junto com a Carlinha França. Finalmente, parte da 4ª Temporada está no Youtube!!!

SINOPSE DA SÉRIE:

O empresário Márcio Aurélio, dono da empresa de plásticos "Ora H" é um self made man, porém lhe falta trânsito social e credibilidade no mundo dos negócios. Para resolver essa questão, contrata a consultora de etiqueta empresarial Célia Leão, que passa a analisar o comportamento de seus funcionários e do próprio empresário. Célia assume esse desafio como um verdadeiro "case", já que Márcio logo se revela osso-duro-de-roer. Acontece que a consultora acaba se
afeiçoando a Márcio Aurélio, e por fim, acaba se tornando a única a ajudá-lo quando a falência se aproxima.

Os episódios da sitcom são temáticos, abordando aspectos típicos da vida empresarial, p.ex. como lidar com a concorrência, fofoca interna, competição exagerada, chefes desequilibrados, funcionários que falam demais ao telefone, envolvimento amoroso entre colegas, abuso de poder, assédio verbal e sexual, como fazer networking, como fazer mídia positiva etc. etc. etc.

O formato narrativo é assemelhado ao "The Office" britânico. Há cenas contracenadas intercaladas com depoimentos das personagens, sobretudo os de Célia Leão, que analisa o certo e o errado de cada situação. Dessa forma, a linguagem se assemelha à de um "fake reality show", com interpretações espontâneas e gags deliciosas. É bom ressaltar que a consultora Célia Leão é uma consultora de verdade, com inúmeros livros publicados e cuja vida real é propositalmente misturada à vida ficcional das personagens.